Novembro 26 2006
1ª Parte
 
Aos leitores regularmente atentos a estas páginas não surpreende o sobrenome do Homem ilustre que hoje começamos a divulgar. Ainda não há muito tempo aqui nos referimos, com algum pormenor, a seu pai (Dr. Humberto Paiva de Carvalho). Nem um nem outro são naturais deste concelho, mas tanto um quanto o outro, se tornaram seus filhos adoptivos e muito fizeram pela melhoria das condições de vida dos seus residentes.
O Dr. Rui nasceu em Coimbra, em 1916, mas veio muito pequenino para a Rascoia (com apenas três anos de idade). Aí viveria praticamente toda a infância e quase toda a adolescência. Aos 16 anos foi para Coimbra, frequentar o Liceu Dr. José Falcão (onde fez o 6.º e 7.º anos) e depois a Universidade, donde sairia com o Curso de Medicina.
Exerceu com extraordinária dedicação a Medicina, ao longo de cerca de 40 anos. Foi clínico em várias localidades, nomeadamente em Santiago de Litém (Pombal), Monte Redondo (Leiria), Areias e Ferreira do Zêzere, como Médico de Partido Municipal, Delegado de Saúde e Director de Centro de Saúde.
Na 1.ª parte deste trabalho debruçar-nos-emos, sobretudo, sobre o seu tempo de estudante e como, a pouco e pouco, foi sendo capaz de intervir, de forma muito activa, junto da comunidade local, através de artigos que publicou na imprensa da região, por meio de conferências que protagonizou ou até integrando os Corpos Gerentes de associações locais.
 
Dr. Rui Paiva de Carvalho quando concluiu o Curso de Medicina
Rui Simões Rego Paiva de Carvalho nasceu às 7 horas da manhã do dia 25 de Janeiro de 1916, em Coimbra. Filho do Dr. Humberto Paiva de Carvalho (histórico republicano do Concelho de Montemor-o-Velho, onde chegou a ser considerado o fundador do Partido Republicano Português no Concelho)e de Zamira Rego Simões Paiva (primos em primeiro grau, porque a mãe do Dr. Humberto era irmã do pai de D.ª Zamira).
Quis o destino que se apaixonassem, e que decidissem casar mesmo antes dele terminar o Curso e dela atingir a maioridade. Perante esta contrariedade burocrática, resolveram casar, pela Igreja, em Espanha. Diz a Certidão de Casamento respectiva, que o mesmo ocorreu no dia 30 de Dezembro de 1914, celebrado por Juan Gonzalez Espanol, coadjutor da Paróquia de Sagrario da cidade de Tuy, entre Humberto Luís Paiva de Carvalho e Zamira Rego Simões de Paiva (filha de Augusto Lopes de Paiva e de Adelaide Simões Rego), ele de 22 anos, ela de 15 anos.
Consumado o casamento, vieram viver para Coimbra. Quando a noiva atingiu a maioridade, resolveram casar-se “novamente”, agora pelo Registo Civil de Coimbra, às 11 horas do dia 24 de Setembro de 1917, legitimando assim seu primeiro filho, precisamente o nosso biografado, Rui Simões Rego Paiva de Carvalho. O casal vivia então na Estrada da Beira, n.º 94, em Coimbra.
Embora nascido em Coimbra, veio para a Rascoia (Avelar) com 3 anos de idade
Dois anos depois, fixar-se-iam na Rascoia, na Quinta de Santo Amaro, propriedade da família. Aí nasceriam os restantes filhos, e tem morada também seu neto (e família), o insigne Prof. Dr. José Humberto Paiva de Carvalho, a quem agradecemos penhoradamente algumas informações que enriquecem este artigos (agora o de seu pai, como antes o de seu avô) e as fotos que os ilustram.
 
Aos dezasseis anos passa a estudar em Coimbra
 
Depois do ensino primário, Rui Paiva de Carvalho frequentou o Liceu Regional Alfredo Manso, fundado e dirigido por seus pais e instalado na Quinta de Santo Amaro. Aí concluíria, como outros alunos da região que frequentavam aquele mesmo estabelecimento de ensino, o 5.º ano dos Liceus, no ano lectivo 1930/1931, depois do resultado ser devidamente ratificado por provas prestadas no Liceu de Coimbra.
            E nos dois anos lectivos seguintes (1931/1932 e 1932/1933), frequentaria o Liceu José Falcão, em Coimbra.
            Era a primeira vez que se separava da sua família directa e da única terra que até então conhecia bem, apesar de 15 anos antes ter nascido exactamente em Coimbra. Num tempo em que não havia telemóveis, nem televisão e que até os telefones eram muito raros, a carta era, ainda assim, o melhor meio de comunicação com a família e funcionava, obviamente, nos dois sentidos.
            Carinho, conselhos, admoestações, informações tudo se fazia por carta.
            Pelo seu conteúdo bem interessante e revelador dos valores que então estavam em voga, pelo cuidado posto na educação do filho (ou não fossem os pais professores), acho preciosos os conteúdos das cartas que passo a transcrever (quase na íntegra). Para os mais jovens, serão autêntica revelação dos modos de viver de um tempo que desconhecem quase em absoluto.
                A primeira foi escrita pelo pai no dia 10 de Janeiro de 1932, e é assim (reproduz-se a grafia que se usava naquele tempo, tal qual aparece na carta):
«St.º Amaro, 10 de Janeiro de 1932 / Rui
Acabo de receber a tua carta. A Maria Luisa ao arrumar hoje a varanda já deu por cá teres deixado a filosofia que segue amanhã, 2.ª feira, para o Snr. Alves, onde a deves procurar. Vê se comes, te distrais e estudas. Vamos a ver mas pelo que dizes dos teus condiscípulos que já desistiram deves ver que precisas de te agarrar e muito.
E pede ao Dr. Adriano para que te chamem. Enfim é preciso estudar como se fosses chamado diariamente e, se assim fizeres, também farás bem os exercícios.
Que a época passada te sirva de lição e que capriches em vencer é o que esperamos. Eu contava ir aí amanhã mas os rapazes ainda não pagaram. Dize ao Snr. Silva isto mesmo como entendas. É uma falta enorme de massa. Então viste-te atrapalhado com o cheiro na aula de chimica, Rui? Tem paciencia. Isso custa até que a gente se não habitua. Depois vai tudo. Não te esqueças de te agarrar ao Dr. Adriano para te levantares às disciplinas em que tiveres negativas. Mas estuda e procura, quando chamado provares que sabes. Tens de satisfazer o professor e dar satisfação ao curso. Segue à risca as minhas indicações e até mais se puderes e verás como te sais bem. E não me iludas porque a ti próprio te iludes. E nem tentes iludir o Dr. Adriano. Hoje vence quem trabalha. E verás como andas até alegre e bem disposto se assim fizeres. O trabalho, quando consciente dá alegria. Adeus. Saudades de todos nós com muitos beijos. / Abençoa-te o teu / Papá m.º Am.º / (assinatura)
P.S. Se te for preciso alguma coisa já sabes o que deves fazer e sobre as aulas estuda e agarra-te ao Dr. Adriano. Quando escreveres acusa a recepção da filosofia».
(ao cimo da última página, a mãe ainda redige uma pequena nota:)
«Rui: / Tencionava hoje escrever-te mais mas ...é-me impossível. Tenho muitos afazeres. Hontem jantou cá o primo Alberto que se te recomenda muito. As pequenas do Primo Figueiredo e Ele também cá estão. Foram para a feira. Não deixámos ir a M. Luisa por estar a chover. Adeus. Faze por te salvares, se é que isso ainda é possível. Beijos da tua mãe amiga. Zamira».
                Quinze dias depois, escreve a mãe. Uma longa carta enviada, em mão, pelo pai. Dia 24 de Janeiro de 1932, véspera do Rui fazer os seus 16 anos. É a primeira vez que os passa longe da mãe.
 
As preocupações de uma mãe, que é ao mesmo tempo “educadora”
 
«Santo Amaro, 24-1-1932 / Rui
O Papá, que aí passará amanhã umas horas contigo, te entregará esta. Se não fosse a Escola eu iria também (jamais que tinha lugar no automóvel) e assim dar-te-hia um beijo de felicitações pelos teus 16 anos. Mas, como primeiro estão as obrigações, cá ficarei a dar aula e mesmo ainda me não sinto forte bastante para fazer a viagem. No entanto a par dos sinceros parabens que te envio, venho mais uma vez tambem lembrar-te os teus deveres. É o primeiro aniversário que passas longe de nós e deves bem compreender quanto é necessário, que, á medida que os anos se sucedem, tu maiores encargos e responsabilidades tens. Das 7 h da manhã em diante, tu já vais a caminhar para os teus 17 anos. Nesta idade já se pensa, com estes mesmos anos te tive eu. Ora, é pois necessário, indispensável mesmo, que tu encares a vida a sério e te compenetres de que tens de ser alguem. Eu acho, que tu agora estás a estudar mais alguma coisa, mas no entanto acho que para tirares a má impressão a Alemão e Geografia terás ainda de estudar mais. Estou muito satisfeita com as noticias da tua carta d’hoje, com a bôa lição a Sciencias que deste e bem assim com o Exercicio de Filosofia. Bem, assim está certo, trabalha e vencerás. E olha que já estás chamado a 4 professores este período, que com a carta do Dr. Adriano Gomes te não deixam andar a brincar. Qualquer dia, chamam-te de novo, para te experimentar e tu vê lá. E o Dr. Serras Pereira e o Dr. Mário de Almeida devem estar tambem a chamar-te. Deus queira que o Papá amanhã consiga falar com o Dr. Adriano Gomes, a fim de saber disso e de lhe dar os pezames. Tu assim que souberes que ele está em Coimbra vai-lhe apresentar os teus pezames imediatamente (sem prejuizo das aulas está claro). A Maria Luisa ficou hontem de tarde de cama; mas calha-lhe bem, porque ainda pode brincar de Domingo Magro em diante. O Alberto toda esta semana passada quási todos os dias aqui passou os serões e tem-se visto perdido com ela, ajudado pelas criadas. A Adelaide então tem um jeito! E ele cai... Mas, deixa que a Maria Luisa pága-lho, ele bem o afiança. A Prima Anatólia e o Primo Raul estiveram aqui já hoje; vão para aí amanhã de manhã para o Hotel do Sr. Alves, onde estão até quinta-feira; isto é: está ela, pois ele vai para o Porto ainda amanhã e depois volta por aí busca-la. Ela quere aí ir a casa vêr a Prima Olinda e as Meninas e como não tem quem a acompanhe, foi combinado tu depois de amanhã, terça-feira, no fim das aulas, às 4 horas da tarde vires ao Hotel do Alves busca-la para a acompanhares aí a casa. Tens de ir com ela no eléctrico (que tu pagarás claro está) e trata-la bem, pois que além de ser uma Senhora é professora de tua irmã. Depois, uma vez que ela aí esteja em casa, tu tenhas de estudar, deixa-la lá com as Primas. Quando ela quizer vir, vens novamente acompanha-la ao Hotel; mas antes das 6 horas; depois só se vieres acompanhado. Enfim, tu aí verás, mas que isto te não prejudique os estudos. Pedes-lhe desculpa a ela mesmo de não lhe poderes dispensar mais tempo, mas que tens que estudar, que isto só te fica bem. E oferece-te para na 4.ª se ela precisar (...) [que a acompanhes a(?)] alguma parte, mas só das duas da tarde às 6, visto que tens esse tempo livre. Depois é para estudar. Pergunta-lhe pelo Marido e se o pudéres ir vizitar quando ele vier do Porto é bom, mas, se pudéres. Adeus. Já tomara estes 15 dias passados. Já não são 15 dias. Aceita muitos e muitos beijos de felicitações da Madrinha, Maria Luisa e meus. Saudades de todos os vizinhos e alunos. Esperando que cumpras o teu dever, beija-te a tua mãe m.º e m.º amiga».
            Apesar da preocupação revelada pelos progenitores, sabemos por informação veiculada pela imprensa que Rui Paiva de Carvalho conseguiu sair bem sucedido nos estudos.
            E, desde muito novo, evidenciou sentido de grande responsabilidade e séria preocupação com os problemas políticos e com as dificuldades reais em que viviam as pessoas da sua terra adoptiva.
            À semelhança do pai, gostava de colaborar com os jornais. Fê-lo de forma mais sistemática no jornal figueiroense A Regeneração (onde seu pai também colaborava regularmente), a partir de 1933.
 
A partir dos 17 anos passou a colaborar, regularmente, na imprensa regional
 
            O seu primeiro artigo, tem como antetítulo “Pelo Avelar” que se repetia, praticamente, em todas as suas crónicas, e o título é “Percalços e recordações da Festa da Guia”. Saiu na edição de 9 de Setembro de 1933, tinha o seu autor apenas 17 anos. Com a frequência que era possível, muitos outros se foram sucedendo: “Pelo Avelar / Um dia na Ribeira de Alge” (23/9/1933); “Pelo Avelar / Debicando” (7/10/1933); “De Coimbra / Estudantes e tradições” (16/12/1933); “Como se aprende a nadar” (13/1/1934); “A Tuberculose e a sua semana” (19/5/1934); “À memória de um parente” (29/12/1934); “Salazar / em defeza de Salazar” (23/3/1935).
No seu artigo da edição de 28/12/1935 mostra que, no Avelar, ainda há resquícios de politiquice herdada da Primeira República, o que na sua perspectiva leva a inimizades entre as pessoas, o que resulta em divisionismo e perda de qualidade de vida para o Avelar e suas gentes.
                Este mesmo tema é retomado, no seu artigo publicado na edição do dia 25 de Abril de 1936, sob o título: “Pelo Avelar /Aos Avelarenses”, donde transcrevemos o seguinte excerto:
«(...) Lançadas com alma e coração bateram de encontro ao pensar velho e carcomido, do bom publico avelarense; ideias novas que querem vencer, velhas ideias que não querem ceder. Foi pena! Fazer o inventário do que se tem passado e continua passando na vila do Avelar, é fazer uma história, paupérrima, miserável e hedionda, duma Vila que, sugestionada pelos seus pergaminhos verdadeiros, não desce, não quere descer, do seu pedestal de vão orgulho!!! Mas orgulho de quê? pergunto eu. Enquanto a maioria das Vilas procura caminhar na vanguarda das outras, o Avelar, metódico e realizado!, progressivo e sabedor, satisfaz-se, orgulha-se ao ver-se seguro na rectaguarda das outras vilas. Lamentamos, profundamente, tal facto, novo como sou, limpo da poeira de há 50 anos, eu tentei incutir no público avelarense, a todos os Avelarenses, o que nele não existe: a união.
Se unidos não estavam: parece que ficaram ainda mais desunidos. Cada bôca, sua sentença e depois nada se faz. Meus caros Avelarenses, é tempo e mais que tempo de vocês darem as mãos e, unidos e guiados pela mesma ideia, pugnarem pelos interesses da terra que vos foi berço. Filho adoptivo do Avelar, não por ser natural daqui, mas por ela ser a terra de meus ascendentes e nêla ter passado o melhor da minha mocidade desejava ver-vos, caros conterrâneos, trilharem outro caminho, diferente do andado até hoje.
Em 1.º lugar é preciso que se unam, que formem elos seguros duma corrente que ambicione o progresso da vossa terra. Porque o não fazem? Velhas questões? Ideias diferentes? Mas que importa? Não sois todos vós, avelarenses, filhos da mesma terra, não é ela o berço de todos vós? Meus amigos: a hora é já adiantada, mas começando já ainda vão a tempo, mais vale tarde que nunca.
Visitar o Avelar, perguntar pelo seu desenvolvimento, pelo seu progresso, é sofrer uma desilusão!!! Mas é verdade... nada se tem feito.
As estradas em péssimo estado, de inverno não permitem ao transeunte andar nelas sem umas boias e plainas de oleado até à cinta!!!, covas e lamas é de louvar a Deus! Fonte ainda pior; de verão mais lembra um alambique a destilar do que uma fonte para uma vila com tal número de fogos! Aquele edifício que Costa Simões planeou e realizou, aquele belo Hospital, às môscas e aos ratos, cai aos bocados. É olhá-lo. Já foi criado há que anos, cai um bocado, a água infiltra-se e lá vai outro. De quem é a culpa? A quem lhe couber a carapuça que a ponha. Mas há mais, as Escolas continuam uma aqui, outra ali, espalhadas em casas particulares, umas sem as condições higiénicas requeridas, todas elas acanhadas, etc...
Pensou-se na construção dum edifício único, onde se concentrariam as escolas da vila. Se meia dúzia, de bem intencionados e bairristas na própria acepção da sua palavra, viam com bons olhos tal pensar, almas danadas, baptisemo-los assim, sairam a atacar por detraz da cortina – e são esses os que se apregoam homens de valor – e em breve viram os seus desejos realisados: a não construção da Escola, cuja realisação para os bem intencionados e amigos do Avelar, era duma necessidade urgente.
... e mostrou-se um indefectível defensor dos interesses do Avelar
Já lá vão uns anos... e as Escolas continuam na mesma... tudo na mesma. Lembrar o Avelar, ver o que se tem passado, é sentir-se a gente triste. A vila nada tem progredido. As povoações muito menos. Por ex., a Rascoia, não tem uma estrada capaz, nem fonte publica em condições.
Ter, tem, mas... hoje não sei, mas há anos as mulhersinhas que passavam dos mercados do Avelar, aos domingos, tiravam o sal às sardinhas, mergulhando-as.
Fonte, isto?! Não. Uma mulher que queira de Inverno um cantaro de água, tem que se arregaçar até ao joêlho tomar cautela com as silvas que ladeiam a estreitissima estrada, para essa fonte e chegada lá, vá... de bôca a fundo!! sr.ª Junta!... sr.ª Câmara!!! Dormis o sôno descansado da vossa velhice, mas... a freguesia do Avelar não merece um despreso de tal ordem. Não quero, nem devo, pôr em foco o desleixo das entidades públicas: Apênas cito os casos, os factos, a realidade, e não quero, nem tento ser juiz de causa. Esse papel, bastante espinhoso, fica para ti, caro leitor. Mas já que comecei e toquei na enorme ferida vamos a limpar o pôdre e mostrar aos Avelarenses – e Eles bem o sabem o que a sua terra não tem e precisa de ter. Há coisas que vergonha é confessá-las, mas infelizmente é verdade.
Assim, por ex., a vila do Avelar, um centro industrial e comercial, um centro que conta já um razoável nível intelectual, não possui ainda telefone. Parece incrível, caro leitor... mas é verdade!... Terras que, eu devia contar num plano inferior ao do Avelar, já o possuem. Porquê?
A resposta é um pouco difícil, mas vocês meus caros avelarenses, leitores interessados dêste assunto, meditem nela e encontrá-la-ão logo: falta de união da vossa parte e de apoio por quem de direito».
Consulte: 2ª parte - 3ª parte
publicado por ansiaonews às 18:36

A História Ilustre de Ansião pelo Dr. Manuel Augusto Dias
mais sobre mim
Novembro 2006
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

27
28
29
30


pesquisar