Outubro 09 2009

 

DR. JOSÉ EMÍDIO MEDEIROS
 
A Junta de Freguesia de Avelar promove no próximo dia 18 de Outubro de 2009, às 16 horas uma Homenagem Pública ao Ilustre Ansianense Dr. José Emídio Medeiros, na Praça Costa Rego, em Avelar.
Aproveitamos esta oportunidade para recordar alguns dados biográficos deste Homem ilustre que foi o primeiro Presidente da Câmara Municipal de Ansião no Portugal de Abril (os dados são retirados da nossa última publicação “Ansianenses Ilustres 2”, lançada no dia 9 de Agosto de 2009, no Auditório Municipal).
 
Dr. José Emídio Figueiredo Medeiros (1917-1985)
 
Trata-se de uma personalidade bastante importante no meio ansianense, que a maior parte da nossa população residente conhece bem. Advogado com pergaminhos, foi um dos fundadores do actual Partido Socialista português e seu dirigente carismático na região; membro do Conselho Superior da Ordem dos Advogados e primeiro Presidente da Câmara Municipal de Ansião, no pós-25 de Abril. Também foi, desde muito novo, colaborador de jornais, estando ligado sobretudo ao “Novo Horizonte” de Avelar, na primeira metade da década de 1930 e à sua (re)fundação, meio século depois, com o nome de “Horizonte”.
Mas mais importantes do que a sua formação académica ou os cargos que desempenhou são as suas qualidades humanas de cidadão íntegro que sempre se mostrou interessado na defesa da dignidade dos seus concidadãos.
 
 
1917 – Nasce em Ansião. É filho do insigne republicano José Adelino de Figueiredo Medeiros
1931-1932 – Neste ano lectivo conclui o 5.º ano no Liceu Regional Alfredo Manso
1934 – Com apenas 17 anos inicia-se na escrita, escrevendo o seu 1.º artigo no Novo Horizonte (um jornal que comunga os ideais do Movimento Renovador Democrático)
1941 – Concluiu o curso de Direito na Universidade de Coimbra e é recebido em festa
1953 – Casa com a Dr.ª Maria Alice Abreu Medeiros, formada em Farmácia
1968 Preside à Direcção da CASAN (Cooperativa Agro-Pecuária das Serras de Ansião)
1973 É um dos fundadores do Partido Socialista português
1974 – Preside à Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Ansião, que toma posse após o 25 de Abril de 1974 (18-11-1974)
1985 – Morre nos Hospitais da Universidade de Coimbra, no dia 22 de Agosto, com 67 anos (um mês antes havia-se empenhado na homenagem ao Dr. Manuel Medeiros)
 
            O Dr. José Emídio Figueiredo Medeiros nasceu em 1917, filho do insigne republicano José Adelino de Figueiredo Medeiros e de Clotilde de Figueiredo Medeiros.
            Tendo ficado órfão de mãe ainda muito novo foi para o Avelar, para casa do tio, o ilustre farmacêutico e político republicano, José Augusto Medeiros. Concluído o ensino primário, frequentou o ensino secundário no Liceu Regional Alfredo Manso, na Rascoia, dirigido pelo Dr. Humberto Paiva (no ano lectivo de 1931/1932 concluiria o 5.º ano dos Liceus, depois de ter ido a exame a Coimbra, e obtido um excelente resultado.
            Frequentou, a seguir, o Liceu José Falcão, em Coimbra, tendo como colega o poeta ansianense Políbio Gomes dos Santos.
Aos 17 anos faz a sua iniciação na escrita
            Ainda no liceu, fez a sua iniciação na escrita, colaborando no jornal dirigido pelos seus primos, Sérgio e Manuel Fernandes Medeiros.
            Um dos seus primeiros artigos foi sobre o Marquês de Pombal publicado no jornal “Novo Horizonte”, na página 4, da edição de 15 de Abril de 1934, contava apenas 17 anos de idade. Apesar de jovem, os traços da sua personalidade já se evidenciavam nos assuntos sobre que escrevia.
            No artigo de sua autoria que saiu no Novo Horizonte de 15 de Setembro de 1934, página 4, escreve sobre a entrada das tropas liberais no Porto em 24 de Julho de 1833 e diz que o povo ingrato esquece essa data importante em que se devolve a liberdade e afirma, peremptoriamente, que «Pátria sem liberdade não é Pátria».
            As suas ideias republicanas e democráticas estão bem patentes, desde muito novo, nos seus artigos. Recordo, a propósito, o que escreveu sobre o “31 de Janeiro”, no “Novo Horizonte” de 1 de Fevereiro de 1935, página 1:
            «Movida pelos mais profundos sentimentos patrióticos, a Revolução do 31 de Janeiro traduziu a reacção que contra o ignominioso “Ultimatum” lavrava no cérebro de todo o português sincero.
            Um governo que se acobardava diante de tal imposição, não podia permanecer à frente dos destinos dum povo que estava sendo humilhado.
            E esses portugueses achavam um caminho seguro para conseguir o seu “desideratum” – a República.
            Ela viria permitir a desafronta àqueles que sob o regime monárquico eram escarnecidos, sem que se pudessem desafrontar.
            Não triunfou a Revolução. As hesitações de alguns não permitiram que o regime que esteve implantado por momentos, na cidade invicta, se estendesse ao resto do país.
            Porém, essa derrota só veio alimentar com mais vigor a esperança de libertação.
            Mais tarde ou mais cedo a monarquia havia de ruir para sempre. Um povo de tão heróicas tradições, que já tinha dado grandes exemplos de revolta contra a tirania, não podia permanecer assim algemado.
            Essa “révanche” apareceu num dia cuja lembrança não se apagará mais da memória de todo o patriota – 5 de Outubro de 1910.
            Êsse movimento republicano foi o gigantêsco passo dado para que o povo português alcançasse os direitos que a consciência humana reconhece.
            31 de Janeiro foi o exórdio, 5 de Outubro o epílogo desse grande movimento de ideias para a libertação dum povo.
            Como heróis e mártires dessas duas revoluções generosas:
            Viva a República! / José Emídio Medeiros».
            Na edição do “Novo Horizonte”, de 15 de Agosto de 1935, página 3, volta a reafirmar os seus valores de patriotismo e de profundo conhecimento histórico ao escrever sobre a Batalha de Aljubarrota que, então, comemorava o 550.º aniversário.
O Avelar festejou a sua formatura em Direito
            Entrou na faculdade no ano lectivo 1936/1937 e, como aluno aplicado que era, concluiu o Curso de Direito no final do ano lectivo 1940/1941.
            O jornal A Regeneração, de 16 de Agosto de 1941, noticia assim a conclusão do seu curso:
 
drjoseemidio.png

 Dr. José Emídio Figueiredo Medeiros na altura da sua formatura

 
«Dr. José Emídio de Figueiredo Medeiros / Concluiu a sua formatura em Direito pela Universidade de Coimbra, o sr. dr. José Emídio de Figueiredo Medeiros, que se encontra entre nós a passar alguns dias de merecido descanso.
À sua chegada a esta vila que teve lugar no dia 28 do p. p. pelas 19 horas constituiu-se uma grande manifestação de simpatia e carinho como prova da muita consideração e estima dos avelarenses.
À entrada da vila era o jovem advogado esperado por grande número de amigos e pela Filarmónica Avelarense, tendo-se organizado um cortejo onde se incorporaram algumas centenas de pessoas de tôdas as categorias sociais, subindo ao ar grande quantidade de giraldas de foguetes durante o percurso até à casa de seu tio sr. José Augusto de Medeiros, ilustre farmacêutico nesta vila.
Chegado o cortejo à casa onde tem vivido o sr. dr. José Emídio foram servidos bolos e vinho a toda a assistência, seguindo-se um copo de água a que assistiram cêrca de cinquenta amigos do novo advogado, reinando sempre a maior animação entre os convivas.
Além de outros fizeram uso da palavra os srs. José Augusto de Medeiros e Alfredo S. Fareleiro, tendo o sr. dr. José Emídio de Figueiredo Medeiros em breves palavras agradecido à assistência a manifestação que lhe acabavam de fazer, a qual o comovera bastante.
Fazemos votos para que pela vida fora continue como até aqui impondo-se à consideração dos seus inúmeros amigos pelas suas invulgares qualidades de trabalho e inteligência».
            Como advogado, o Dr. José Emídio Figueiredo Medeiros teve escritório nas vilas de Ansião e de Avelar, durante muitos anos.
Em 1953 casa com a Dr.ª Maria Alice Abreu Medeiros
            Em 1953 o Dr. José Emídio casou com a Dr.ª Maria Alice David Abreu Medeiros, acabadinha de se formar em Farmácia, na Universidade de Coimbra.
            O casamento durou 32 anos e não durou mais por morte do nosso biografado. Segundo sua esposa o seu casamento foi maravilhoso porque o Dr. José Emídio se mostrou sempre um «homem ímpar como marido, pai, amigo, cidadão e conselheiro». A sua família é numerosa e muito conceituada no concelho e na região.
            A propósito da amizade, recordamos aqui que o Dr. José Emídio era bastante amigo do Dr. Vítor Faveiro, apesar das ideologias políticas poderem não ser totalmente convergentes.
            Prova disso foi o dia 21 de Abril de 1959, dia em que o Sr. João António Duarte Faveiro, pai do Dr. Vítor Faveiro foi homenageado. O Dr. José Emídio, seu amigo pessoal, foi o primeiro a usar da palavra em nome da Comissão Promotora da homenagem, fazendo um interessante discurso sobre o Dr. Vítor, recordando que tinha sido companheiro da casa dele e da Universidade (quando o Dr. José Emídio foi caloiro em 1936/1937, já o Dr. Vítor era quartanista).
Na década de 1960, o concelho de Ansião e as suas duas vilas (Ansião e Avelar) conheceram extraordinário dinamismo que se manifestou a todos os níveis. Importa neste momento, falar no movimento associativo e, neste particular, na evolução da Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Ansião, que se transformou na Cooperativa Agro-Pecuária das Serras de Ansião, Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Limitada (CASAN / SCRL).
A nova Associação afirma-se como uma Cooperativa de compra, produção, transformação e venda e tem por fim principal constituir uma exploração agro-pecuária.
Nos primeiros anos da sua existência, a CASAN, que tinha como associados pessoas de grande destaque do concelho (entre outras, o Dr. Vítor Faveiro, o Prof. Albino Simões, o Dr. Alfredo Silveira e precisamente o Dr. José Emídio de Figueiredo Medeiros), revelou um enorme dinamismo associativo, a que as instituições corporativas do sector e o Governo deram o necessário apoio.
A partir de Março de 1968, e em virtude da sua expansão para terras que já não pertenciam ao concelho de Ansião, adoptou uma nova designação: “Cooperativa Agro-Pecuária do Sudoeste Beirão”, mantendo, no entanto a mesma sigla - CASAN.
A partir de 1968 preside à Direcção da CASAN
A partir de 2 de Junho de 1968, inicia-se uma nova fase da vida da Cooperativa, em termos directivos, uma vez que a Direcção passa a ter como Presidente o Dr. José Emídio de Figueiredo Medeiros. No dia da sua posse, a que assistiu também o Eng.º Zenha, da UNIAGRA (União de Cooperativas a que pertenceu a CASAN), o Dr. José Emídio, apesar de reconhecer a sua pequena disponibilidade de tempo, diz ter muita esperança no cooperativismo e reconhece a grande competência e dedicação do técnico ao serviço da CASAN, Melo Carmo. Com o espírito de aumentar os conhecimentos técnicos, para modernizar os métodos, alguns associados da Cooperativa ansianense fizeram várias visitas de estudo a instituições congéneres e participaram em importantes reuniões com técnicos.
Em 1973, contudo, a Cooperativa começa a esmorecer e entra em crise. Isso mesmo se pode concluir de uma reunião que se fez em 30 de Setembro de 1973, presidida pelo Dr. Vítor Faveiro, Presidente da Assembleia Geral e um dos grandes entusiastas de sempre da Cooperativa, e com a presença de representantes da Direcção-Geral dos Serviços Agrícolas e da IX Estação Agrária das Caldas da Rainha. Para resolver a crise, que se explicou pela falta de empenho de alguns dos membros dos Corpos Gerentes e pela falta sistemática do representante do Grémio local, decidiu-se que seria necessária a nomeação de uma Comissão Administrativa. Durante o interregno, João Serra Gaspar e Fidalgo Pereira assumiram, a título particular, a responsabilidade pela manutenção dos animais da Cooperativa.
Em 1973 é um dos fundadores do Partido Socialista
 
            Segundo conseguimos apurar, o Dr. José Emídio Figueiredo Medeiros foi, com outro grande socialista da região, também advogado, o Dr. António Arnaut, um dos fundadores do Partido Socialista. A lista dos Membros Fundadores do Partido Socialista foi elaborada em 1977, por Manuel Tito de Morais e Catanho de Menezes, tendo sido constituída pelos militantes do Partido que contribuíram para a sua fundação e que, na data em que a lista foi organizada, continuavam como membros efectivos. Posteriormente, foram-lhe acrescentados os nomes de quatro militantes que, tendo subscrito a Acta da fundação, entretanto, haviam saído do PS.
            Dada a sua ligação histórica ao Partido Socialista não surpreende que após o triunfo da Revolução dos Cravos ele venha a presidir à Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Ansião.
            Desde 31 de Maio de 1974, a gestão da Câmara estava a ser assegurada apenas por um antigo vereador, Alfredo Caetano da Silva, já que, naquela data e a seu pedido, foram exonerados o Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ansião, Sr. Américo Gaspar e Alfredo Dias Coelho, respectivamente.
            Efectivamente, a primeira Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Ansião, depois do 25 de Abril de 1974, só seria empossada no dia 18 de Novembro de 1974, quase sete meses depois da Revolução, no Governo Civil de Leiria, e tinha a seguinte composição: Dr. José Emídio Figueiredo Medeiros (Advogado e representante do Partido Socialista, Presidente), Manuel Terceiro Ferreira, José Guilherme Vaz Pinheiro, Diamantino Manuel Maria e João Monteiro (representantes das outras forças partidárias CDE e PPD - Vogais).
            Mas o “Serras de Ansião”, na sua edição n.º 192, de 30 de Novembro de 1974, página 1, noticia a sua tomada de posse, sob o título: “Posse da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Ansião”.
O Dr. José Emídio foi o 1.º Presidente da Câmara depois do “25 de Abril”
            Eis a notícia da sua tomada de posse:
«No dia 18 de Novembro último, o Governador Civil de Leiria Senhor Dr. Rocha Silva conferiu posse à Comissão Administrativa da nossa Câmara Municipal em conjunto com as novas Comissões Administrativas das Câmaras da Batalha, Caldas da Rainha, Nazaré, Peniche e Porto de Mós, nomeados por portarias de 11 e 13 de Novembro do Ministério da Administração Interna. A cerimónia decorreu no Salão Nobre do Governo Civil ante a presença de numerosas individualidades ligadas à vida política, com destaque para os representantes do Movimento das Forças Armadas Senhores tenente-coronel Martinho Carvalho Leal e major Carlos Luís Lopes Cirne.
A Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Ansião é constituída pelos seguintes senhores: Dr. José Emídio Figueiredo Medeiros, Manuel Terceiro Ferreira, José Guilherme Vaz Pinheiro, Diamantino Manuel Maria e João Monteiro. O primeiro assume a presidência e os outros elementos desempenham o lugar de vogais.
Faleceu no dia 22 de Agosto de 1985
O Dr. José Emídio Figueiredo Medeiros faleceu no dia 22 de Agosto de 1985, quando ainda muito se esperava dele.
O jornal Horizonte (n.º 34, de 1 de Setembro de 1985), então o único que se publicava no concelho, mostrou bem a consternação sentida pelo seu desaparecimento físico. Na primeira página daquele periódico, integrando a fotografia do Dr. José Emídio com tarja negra, escrevia-se:
«Em 22.8.1985, com 67 anos de idade, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, morreu um HOMEM!
Chamava-se JOSÉ EMÍDIO DE FIGUEIREDO MEDEIRO, ex-membro do Conselho Superior da Ordem dos Advogados, primeiro Presidente da Câmara Municipal de Ansião, no Portugal de Abril, líder carismático do Partido Socialista nesta região, co-fundador do nosso jornal.
Fundamentalmente um Homem bondoso, íntegro e transparente, que saiu da vida pela porta da frente.
Perdemos um amigo do peito. O concelho perdeu uma reserva moral.
Com a serenidade e a honradez que nos legou, continuaremos.».
Na página 17, outro colaborador, afirmava:
«No breve espaço de cinco dias Ansião viu ausentar-se para o impenetrável mundo do além duas populares figuras do seu meio.
Primeiro foi o conhecido advogado Dr. José Emídio Figueiredo Medeiros, democrata convicto e honesto servidor da causa pública. Sempre disponível para desinteressadamente ajudar o seu amigo. Qualidades que lhe ouvi reconhecidas mesmo por adversários políticos, o que vem dar mais realce a esses predicados (…)».
 
Nota: os dados biográficos do Dr. José Emídio Medeiros, bem como de mais 34 destacados ansianenses, podem ser lidos, na íntegra, no livro “Ansianenses Ilustres 2” à venda na Redacção do jornal “Serras de Ansião”
 
publicado por viajandonotempo às 11:46

fora do contexto, a foto do cabeçalho do blog, o cais das Portas do Mar, em Faro...alguém a fez, a publicou.. ainda não se acredita em coincidências.. pois..!
marceano a 30 de Março de 2011 às 03:29

O cabeçalho faz parte dos disponíveis pelo sistema SAPO. nada impede que uma paiasagem agradável possa ser tema. Talvez muitos dos Ansianenses Ilustrres lá tenham estado. Eu, que não sou ilustre, já por lá passei muitas vezes.
ansiaonews a 30 de Março de 2011 às 09:21

A propósito do "ultimatum" da Inglaterra a Portugal, por virtude do Mapa Cor de Rosa, onde a posição do ilustre
e já falecido advogado Dr.José Emídio Figueiredo Monteiro se fez ouvir na sua biografia aqui relatada é, com certo orgulho, vir dizer que este ancião que já se encontra na década dos oitenta anos, é neto de AFONSO FERREIRA, que sobre o assunto escreveu, em princípios do século XX, o livro sobre a ALIANÇA DA INGLATERRA, arquivado na CM de
Leiria e fazendo parte da biblioeteca de António Sardinha.

Afonso Ferreira foi deputado às Constituintes de 1911, pelo círculo deAlcobaça onde se manteve até 1923 seguindo, depois, para S. Tomé, onde fez parte no Conselho do Governador sendo, também, administrador duma rossa
naquela colónia onde morreu.

Trasladao para Alcobaça jaz no seu cimitério em Jazigo próprio.

Também pela mesma altura em que o Dr. Emídio Figueiredo era empossado como Presidente da Comissão Administrativa
da Câmara Municipal de Ansião pelo Governador Civil e meu velho professor Dr. Rocha e Silva também eu, por essa mesma data, era empossado em Coimbra, com Presidente da Comissão de Recenseamento. Filiado, em 1947, no MUD-JUVENIL, em Leiria, continuei a honrar os príncipios democratras republicanos de meu avô.


Coimbra, Agosto 2012

Manuel Branco Ferreira.





Manuel Branco Ferreira a 11 de Agosto de 2012 às 02:34

A História Ilustre de Ansião pelo Dr. Manuel Augusto Dias
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