Dezembro 15 2006

Trata-se de uma personalidade que, embora não sendo natural do concelho, é da nossa região, pois nasceu nas “Cotas”, freguesia de Pombalinho, muito próximo da área da freguesia do Alvorge.

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O seu nome ainda é hoje bem conhecido no meio ansianense. Chegou a esta vila no ano de 1924, tendo sido Administrador do Concelho. Mais tarde, foi membro da Comissão Administrativa Municipal, logo a seguir à implantação da Ditadura Militar, e, durante muitos anos, Vereador da Câmara Municipal, membro do Conselho Municipal, jornalista e um associativista empenhado, tendo sido um dos fundadores e dirigentes do Clube de Caçadores de Ansião. Foi também Presidente da Direcção da Filarmónica Ansianense.

Ao longo dos 42 anos que permaneceu em Ansião, envolveu-se activamente na vida local, contribuindo também para a divulgação do que de mais importante aqui ia acontecendo, através das suas regulares “correspondências” no jornal “O Mensageiro” de Leiria.

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Um aspecto actual da casa do Sr. Adriano de Carvalho na vila de Ansião

 

                Natural de Pombalinho, e depois de ter estado alguns anos em Moçambique, veio para Ansião, em 1924, data em que aparecem as primeiras referências ao seu nome na imprensa. Nessa altura era casado, há já 6 anos, com a Sr.ª D.ª Emília de Carvalho. Aqui se fixou num período de grande instabilidade político-partidária, assumindo, nesse ano, mas por pouco tempo, o importante cargo de Administrador do Concelho.

Foi Administrador do Concelho no conturbado período final da 1.ª República

            Ansião, como sabemos, era um local de efervescência política no período da 1.ª República onde surgiram e se desenvolveram várias polémicas, alimentadas por querelas partidárias, tão vulgares num momento de grande instabilidade na política nacional, e também na local, como foi o período logo a seguir à 1.ª Guerra Mundial.

            Em termos profissionais, Adriano de Carvalho era comerciante. O seu estabelecimento situava-se no Largo do Município, e, em 1924, a publicidade ao mesmo, no seu Anunciador d'Ancião, referia a venda de mercearia, ferragens, adubos e sêmeas. Já em 1938, a parte timbrada do seu recibo, anunciava uma maior expansão comercial: «Mercearias, ferrágens, miudezas, vinhos, sulfato, enxôfre e adubos. Representante de grafonolas e discos "Columbia", "Odeon", "Brunswick" e aparelhos de rádio. Sub-agente da Companhia de Cerveja "ESTRELA". Correspondente dos Bancos Crédit- Franco-Portugais e Cupertino de Miranda & C.ª. Agente da Companhia de Seguros A MUNDIAL - Depósito de fósforos e depositário de A TABAQUEIRA. Camionágem».

            Conservador convicto, travou grandes lutas contra o meio republicano local, que não lhe poupou críticas. Foi fundador, director e proprietário de um jornal ansianense, bastante original, mas de duração muito efémera (na Biblioteca Nacional de Lisboa só conseguimos encontrar quatro números, referentes aos meses de Novembro e Dezembro de 1924). Trata-se de O Anunciador d'Ancião, composto e impresso na Tipografia Silva, em Pombal, cujo 1.º número saiu a público no dia 19 de Novembro de 1924, tendo como Editor e Administrador outro comerciante ansianense, Francisco Narciso da Costa Leitão. Era um periódico de distribuição gratuita, bi-semanário (com saída anunciada às Quartas e Sábados) e o seu conteúdo era constituído, sobretudo, por anúncios, daí a razão do seu nome. O Director explicando aos leitores a razão do seu aparecimento alude o desenvolvimento industrial, comercial e agrícola do concelho concluindo tornar-se «necessaria a existencia dum periódico desta natureza, completamente independente, onde todos possam anunciar os seus produtos, o genero do seu comercio e a natureza da sua industria, bem como tudo o que interessar á vila ou concelho».

Foi membro da Comissão Administrativa logo a seguir ao 28 de Maio de 1926

Depois de uma efémera passagem pela Administração do Concelho, num período particularmente difícil em Ansião (com duas câmaras em exercício, uma conservadora outra democrática, e a vila em “pé de guerra”), Adriano de Carvalho chega ao poder do Município, em força, no período da Ditadura Militar. É o 2.º nome da Comissão Administrativa que geriu o concelho, nomeada logo após o triunfo do Golpe Militar de 28 de Maio de 1926, por Alvará do Governador Civil (datado de 17 de Julho de 1926), tendo-se mantido nesse cargo até finais de 1928. Fez parte do 1.º e 2.º Conselhos Municipais (1937-1942) e desempenhou o cargo de Vereador da Câmara Municipal ao longo de praticamente 15 anos quase ininterruptos, entre 1946 e 1964 (tendo presidido a algumas sessões da Câmara), quando foram, sucessivamente, presidentes da Câmara os Drs. Adriano Rego, Alfredo Coelho e Silva, Arménio Cardo e os Profs. Elísio Mendes de Oliveira e Albino Simões.

            Foi no período do Estado Novo que Adriano de Carvalho presidiu à Direcção da Filarmónica, mais concretamente entre 1940 e 1948. Se no seu primeiro mandato tudo correu bem, já, durante o segundo, a Filarmónica atravessou uma das suas maiores crises de sempre. Dela renasceu em 1948, com novos estatutos e até um novo nome, precisamente o que ainda hoje ostenta.

Foi um dos mais dinâmicos Presidentes do Clube de Caçadores de Ansião

No dia 11 de Maio de 1951, fundou-se na sede do concelho, o Clube dos Caçadores de Ansião. Entre as personalidades que desempenharam o cargo de Presidente da Direcção do CCA, destacamos, além do nosso biografado, as seguintes: Dr. António Amado (Médico, Delegado de Saúde), Dr. Vítor Faveiro (Director-Geral das Contribuições e Impostos) e Francisco Gomes (Agente Técnico).

Até ao 25 de Abril de 1974, este Clube revelou-se profundamente elitista, quer na selecção dos seus associados, quer na frequência da sua sede, sobretudo, quando se tratava da organização de bailes ou de festas de homenagens a pessoas ilustres da vila ou do concelho, ou que por aqui passavam para exercerem cargos relevantes como era o caso dos juizes da comarca e dos delegados do Ministério Público. A abertura das suas iniciativas ao público em geral, embora pagante, só ocorria quando organizava espectáculos musicais ou teatrais na Casa da Música. As personalidades de maior destaque social de todo o concelho eram associadas do CCA. Advogados, juizes, médicos, professores, farmacêuticos, comerciantes, industriais, funcionários públicos, grandes proprietários e respectivas famílias eram os frequentadores habituais da sede do Clube que se situava na Rua Pascoal José de Melo.

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Um aspecto da Sede do Clube de Caçadores de Ansião

Este carácter elitista, do Clube de Caçadores de Ansião, é notório praticamente desde o início da sua existência. Logo na comemoração do seu 1.º aniversário, torna-se bem evidente essa marca, pela maneira como se festejou, pelos convidados e pelos sócios presentes. Fiquemos com a notícia, sobre a efeméride, que saiu em O Mensageiro, de 27 de Setembro de 1952:

«Ancião, 15 de Setembro de 1952 – Como já havíamos anunciado, o Clube de Caçadores de Ancião, levou a efeito grandes festas por motivo do seu primeiro aniversário.

No Sábado efectuou-se, nas suas vastas salas um grandioso baile. O baile foi abrilhantado pela Orquestra do Casino Oceano da Figueira da Foz, que, com pleno agrado executou um escolhido e vasto reportório.

Havia um óptimo serviço de mesa, superiormente dirigido pela Ex.ma Sr.ª D.ª Fernanda Silveira, vendo-se a cear muitas e distintas famílias.

Entre a numerosa assistência recorda-nos ter visto os Ex.mos Srs. Eng.º João de Noronha e família, Dr. António Furtado dos Santos e Ex.ma Esposa, Dr. Alberto Alves Pinto e Ex.ma Esposa, Dr. Augusto Simões e Ex.ma Esposa, Sr. Carlos Regêncio, Ex.mas Esposa e filha, Armando Duarte Moreira, Ex.ma Esposa e filha, Ex.ma Sr.ª D. Almerinda Joaquina Simões e filha, Sr.ª D. Maria Emília Pereira, Ex.ma Sr.ª D. Maria Gomes de Carvalho e filhos, Ex.ma Sr.ª D. Maria Gabriela Lobo da Costa e muitas senhoras, meninas e cavalheiros, cujos nomes não é possível relacionar.

Também os sócios do Clube acorreram em grande número, acompanhados de suas famílias, lembrando-nos ter visto, entre muitos, os Ex.mos Srs. Drs. Adriano Rego, António Amado, Teixeira Botelho, Alfredo Silveira, Moreira Fino, Rui Baptista e Senhores António Simões de Sousa, António Maria Caseiro, Armando Maria Coutinho, Júlio Vitorino dos Santos, António Prudente de Oliveira, Albino Simões, Agripino Ferreira, Adriano de Carvalho, família de Francisco José da Silva, de Júlio José da Silva e muitos outros cujos nomes nos foi impossível reter (...)».

O gosto pelo jornalismo

A sua qualidade de jornalista amador continuaria a manter-se ao longo de muitos anos, como correspondente, em Ansião, do jornal de Leiria, O Mensageiro. Aí fez publicar muitas notícias e até grandes reportagens, como, por exemplo, sobre as primeiras festas da Vila, na década de 1960.

Em 1966, quando deixou Ansião para se fixar em Lisboa, O Mensageiro (n.º 2525, de 2.6.1966) dedicou-lhe algumas palavras, donde extraímos o seguinte excerto: «Ao mesmo tempo que agradecemos as palavras que nos dirige no seu cartão de despedida, queremos deixar aqui bem consignado o nosso reconhecimento por ter durante tantos anos sido desvelado correspondente de O Mensageiro, trazendo sempre os leitores deste semanário ao corrente dos principais acontecimentos ocorridos na vila e no concelho. Tendo feito parte da sua vida a nossa tão Portuguesa Província de Moçambique, vai agora o sr. Adriano de Carvalho, que se pelo seu nascimento era conterrâneo do Marechal Gomes da Costa, pois é natural das Cotas, da freguesia de Pombalinho, pelo coração e pelas amizades que tem na vila e concelho de Ansião era ansianense».

            Efectivamente, Adriano de Carvalho, porque era uma pessoa envolvida politicamente ao mais alto nível do poder local, estava sempre bem informado de tudo o que se ia passando no concelho de Ansião. Ao longo de vários anos foi pois um expedito correspondente de O Mensageiro de Leiria.

A sua última correspondência

A sua última “correspondência”, pelo facto de se ausentar, a título definitivo, para Lisboa, é referente à comemoração do 28 de Maio, ou seja, do 40.º Ano da Revolução Nacional, em Ansião. Diligentemente, foi anunciada em O Mensageiro, dois dias antes (26.5.1966), e do respectivo programa constava: o Hasteamento da Bandeira Nacional nos edifícios públicos e a iluminação destes; a inauguração do edifício Escolar de Casais; uma Reunião na Câmara Municipal; à noite, uma Conferência no Salão Nobre da Câmara; encerrando com um Concerto na Praça pela Banda Filarmónica de Ansião.

            A edição seguinte de O Mensageiro (2.6.1966, página 1) traz a reportagem do 28 de Maio de 1966, nesta vila:

            «Em comemoração do 40.º Aniversário da Revolução Nacional, Ansião inaugurou uma Escola na povoação de Casais da Granja – Santiago da Guarda.

            Deslocaram-se ali: a Câmara Municipal constituída pelo seu presidente, Sr. prof. Albino Simões e os vereadores Srs. Adriano de Carvalho, Alfredo Caetano da Silva e Alfredo Gonçalves. O vereador Sr. Manuel Alves Ferreira não pode comparecer por se encontrar no Norte do País. Acompanharam a Câmara Municipal muitas e destacadas individualidades.

            À chegada à Povoação de Casais a caravana foi recebida pelo rev. Pároco de Santiago da Guarda, pela Junta de Freguesia e muito povo. O Sr. Pároco da freguesia procedeu à benção do edifício, mas antes de o fazer teve palavras de agradecimento para todos aqueles que possibilitaram a construção do edifício e de felicitações aos povos que vão ser servidos por aquela escola, dando ainda os judiciosos conselhos às crianças presentes, que eram muitas.

            Após a benção da Escola usaram da palavra o Sr. presidente da Junta de Freguesia, o Regente escolar, o Sr. José Lucas Afonso Lopes, o Sr. António Ferreira da Paz e por fim o Sr. Presidente da Câmara Municipal, que historiou a técnica a que obedece a construção das escolas primárias, seu pagamento, etc. Referindo-se ao dia que passava, teve palavras de louvor para aqueles que levaram a efeito o movimento de 28 de Maio e para aqueles que o têem servido, especialmente o Sr. Presidente Salazar que se lhe entregou totalmente».

Um salazarista convicto

Tendo vivido o período de agitação política e social do pós-guerra que trouxe dificuldades acrescidas à 1.ª República, compreende-se a sua adesão, de corpo inteiro, à reacção política conservadora que se instalou no poder, a todos os níveis. Em todas as suas reportagens, com alguma componente política, é notória a sua admiração pela pessoa de Salazar e por todas as suas decisões.

Ela é bem visível, por exemplo, na questão da Guerra Colonial. Como todos sabem, centenas de milhares de jovens, a partir dos 18 anos de idade, foram então mobilizados de Norte a Sul de Portugal para cumprirem o serviço militar obrigatório, e bastante prolongado, na Guerra. Muitos tombaram em combate.

            No concelho de Ansião, como no resto do País, se houve quem achasse que Portugal não tinha outro caminho senão a guerra para responder à agressão dos grupos armados, também houve quem contestasse o recurso à guerra e preferisse a via negocial para resolver a questão colonial.

            A correspondência de Ansião, do nosso biografado, publicada em O Mensageiro, de 29 de Abril de 1961, é, a esse respeito, bastante esclarecedora.

            «Ansião, 21.4.1961 – (...) Guerra Colonial – De vez em quando chega ao nosso conhecimento que certas pessoas se entretêm a lamentar a sorte dos nossos soldados que partem para o Ultramar a defender a Pátria.

Ora quer-me parecer que, se a Metrópole e as províncias ultramarinas constituem a Pátria Portuguesa, o lugar dos soldados é onde a Pátria correr perigo. Ou serão tais lamentações uma das várias fórmulas de fazer derrotismo?

            Fora Salazar!? Também algumas pessoas, condoídas com o excesso de trabalho que pesa sobre o Dr. Oliveira Salazar, acham que Ele devia afastar-se do Governo e dar lugar aos novos!!! Quais novos? Haverá por aí algum novo com os conhecimentos, o prestígio e, vamos lá... a vivacidade de Sua Excelência?

Quem seria esse novo que promoveria esta arrancada admirável que teve início em 13 do corrente e que tão bons frutos está a dar?

Então esses patriotas de trazer por casa, que teem pena dos soldados que vão para o ultramar e que, receiam pela saúde do Sr. Dr. Salazar porque Ele trabalha de mais, não têm pena dos muitos milhares de portugueses, homens, mulheres e crianças brancos, pretos e mestiços que estavam à mercê de grupos de bandoleiros assassinos?

Quere-nos parecer que os soldados vão cumprir o seu dever no ultramar, vão de coração ao alto e, com os olhos postos na bandeira da Pátria, saberão cumprir a missão para que tiveram a sorte de ser designados.

Hão-de voltar cobertos de glória (...)».

            Adriano de Carvalho, nesta sua crónica, constata a existência neste concelho de vozes discordantes da guerra e que preferiam o abandono político de Salazar. A “arrancada admirável” a que se refere, ocorrida no dia 13 de Abril, consistiu na acumulação, por parte de Oliveira Salazar, da Presidência do Conselho de Ministros com a pasta da Defesa Nacional, reforçando de imediato o envio de efectivos militares para Angola. Esta resolução de Salazar, foi a resposta à tentativa de Golpe Militar, liderada pelo General Botelho de Moniz (Ministro da Defesa) e com o apoio de outros generais que pretendiam liberalizar o regime, afastando Salazar e nomeando para o seu lugar Marcelo Caetano.

            Em meados de 1966, Adriano de Carvalho deixa Ansião, para se radicar em Lisboa. Os amigos homenageiam-no num jantar-convívio. O Serras de Ansião, na sua edição de 15 de Junho de 1966, traz a notícia:

Jantar de despedida ao Sr. Adriano de Carvalho

Promovido por um grupo de amigos, realizou-se no passado dia 4, um jantar de homenagem e despedida ao Sr. Adriano de Carvalho, por virtude da sua partida para Lisboa, onde vai passar a residir.

Ao jantar, que decorreu em ambiente muito agradável, compareceu grande número dos seus amigos, de Ansião e redondezas, os quais com a sua presença quiseram testemunhar ao Sr. Carvalho, a sua estima e profunda mágoa por o verem partir de Ansião, onde por todos era querido.

Aos brindes usaram da palavra, primeiramente o Sr. Presidente da Câmara, Professor Albino Simões, seguindo-se-lhe os senhores César Nogueira, José Lucas Afonso e Professor Elísio Mendes de Oliveira. Todos dirigiram ao homenageado palavras do maior apreço pela maneira como ao longo de mais de quarenta anos, se interessou pelos problemas de Ansião, nomeadamente como Vereador da Câmara Municipal e dirigente ou amigo das Associações locais.

Igualmente as suas qualidades de cidadão trabalhador, honrado e bondoso foram entusiasticamente exaltadas, tendo-se formulado votos para que acompanhado de sua Ex.ma Esposa goze a felicidade que merece na sua nova residência, junto dos seus familiares.

No final, o senhor Carvalho, visivelmente emocionado, agradeceu as palavras que lhe foram dirigidas, tendo afirmado que leva de Ansião as melhores recordações e que jamais esquecerá esta Terra, que considera como sendo a sua.

O nosso jornal apresenta ao Sr. Adriano de Carvalho cumprimentos de despedida e gostosamente lhe oferece as suas colunas.

A sua primeira Carta de Lisboa

Aceitando o convite do “Serras de Ansião”, Adriano de Carvalho, agora a residir na capital, enviou algumas crónicas, com o título “Carta de Lisboa”, mostrando, assim, que continuava a acompanhar de perto aquilo que se ia passando em Ansião. A primeira foi escrita em Agosto de 1966 e, com a sua transcrição, concluímos este apontamento biográfico de mais um ansianense por adopção.

«O facto de ter vivido umas poucas de dezenas de anos nessa linda terra que é Ansião, faz com que eu sinta com alegria todos os momentos de bem estar das suas gentes, e também me entristece quando constato que algo de mau acontece; assim, ao ler no “Serras de Ansião” a notícia de que havia sido suspensa a carreira que de Ansião passava por Lagarteira, Torre de Vale de Todos, Venda do Brasil, Ansião, por o mau estado da estrada não permitir a sua continuação, encheu-se-me a alma de tristeza.

Tivemos, durante alguns anos, oportunidade de defender a ideia da reconstrução da estrada, entre Lagarteira e a Torre e a beneficiação do restante até Ansião. Conseguimos que se concluísse o respectivo projecto e que este fosse enviado pela Câmara às instâncias superiores, onde se encontra a aguardar comparticipação.

Dada a urgência que há em que se proceda aos trabalhos necessários para que o bom povo daqueles lugares volte a usufruir das comodidades que perdeu com a suspensão das carreiras de camionetas, é de aconselhar que o povo se dirija à Câmara Municipal a pedir as necessárias providências e que a Câmara Municipal de Ansião envide todos os seus esforços junto das Instâncias Superiores para que os trabalhos necessários se executem no mais curto espaço de tempo possível.

Acontece ainda que a suspensão da carreira de camionetas entre Ansião e Torre de Vale de Todos veio prejudicar grande parte dos povos das freguesias de Ansião, Lagarteira e Alvorge / Lisboa, 23/8/66. / Adriano de Carvalho».

publicado por ansiaonews às 12:04

A História Ilustre de Ansião pelo Dr. Manuel Augusto Dias
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